Ida ao sex shop ainda é tabu

Os famosos sex shops são estabelecimentos que vendem de tudo quando o assunto é sexo. No entanto, as idas a essas lojas especializadas em produtos eróticos ainda é tabu na região. Em Volta Redonda, proprietários e funcionários contam como é a busca por produtos desta linha.

De acordo com a vendedora de um sex shop, Valéria Binhoti, as pessoas ainda são resistentes quando o assunto é entrar e conhecer uma loja ou até mesmo comprar produtos de sex shop.

- O público em Volta Redonda ainda é tímido. As mulheres aqui da cidade ainda tem muita resistência em vir a um sex shop. A maioria faz isso para agradar ao homem e não por vontade própria – disse.

Para Valéria, as mulheres ainda não aceitam gostar de sexo e acabam se reprimindo quando o assunto é esse.

- Muitas vêm à loja, mas não estão à vontade, buscam algo para o parceiro, e com isso acabam não inovando na cama. A mulher se acomoda e para o homem as coisas deixam de ser novidade muito rápido – comentou.

- Às vezes a mulher se veste de policial, por exemplo, mas não sabe agir, incorporar o personagem, tem medo – acrescentou.

Na opinião da vendedora, as mulheres teriam que se permitir “um pouco mais” quando o assunto é sexo.

- As mulheres devem se olhar mais, se curtir, experimentar, se tocar mais, ou seja, amar mais – falou.

Rafael Pires, dono de um sex shop, disse que a maior dificuldade encontrada para abrir o estabelecimento em Volta Redonda foi a cultura e os costumes de uma cidade do interior.

- Quando abrimos a loja, há cerca de três anos, essa questão de ser cidade pequena, onde todo mundo se conhece atrapalhou bastante. As pessoas não vinham, mas fizemos um trabalho de divulgação para atrair o público. Agora é que as pessoas estão com a mente um pouco mais aberta, mas, em Volta Redonda, ainda há resistência – revelou.

Um empurrãozinho

Se as pessoas estão mais abertas ao sexo, alguns produtos como filmes e livros dão um empurrãozinho para ajudar a alavancar as vendas de acessórios eróticos. Um exemplo disso é a trama literal: “50 Tons de Cinza”.

Segundo dados da Abeme (Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico), o sucesso da história sobre Christian Grey, um empresário bem sucedido que é fã de práticas sadomasoquistas, não impulsionou só a venda nas livrarias, mas também nos sex shops. O aumento na procura por algemas, máscaras, chicotes e mais tantos outros brinquedinhos de dominação sexual cresceram cerca de 20%.

De acordo com Rafael Pires, o livro também estimulou a curiosidade. Aumentando a procura, em sua loja, por livros e informativos sobre Kama Sutra e Pompoarismo – técnica erótica de contração vaginal.

A vendedora Valéria Binhoti disse que o filme “De Pernas Pro Ar” também foi outra “ferramenta” que incentivou a ida delas aos sex shops.

- O filme “De Perna Pro Ar” tanto o um quanto o dois, chamam muita atenção. As mulheres vêm à procura por estimuladores clitorianos e vibradores – informou.

Segundo Daiane Olga, vendedora de outra loja especializada em artigos eróticos, o filme e o livro chamaram a atenção das pessoas.

- O livro é muito comentado, e os produtos de sadomasoquismos têm saído bastante. Mas o que teve mais sucesso foi o filme “De Pernas Pro Ar”, principalmente o primeiro, que teve uma maior divulgação pela mídia. As mulheres vinham procurando o coelhinho do filme, e agora é muito mais comum a venda de ursinhos eróticos – contou.

Arlindo Novais

 

arlindo@diariodovale.com.br

fonte: http://www.diariodovale.com.br

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Uma resposta a Ida ao sex shop ainda é tabu

  1. Andrea disse:

    Eu concordo, as pessoas ainda tem vergonha do sexo e o prazer que ele proporciona.

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