Quem nunca teve problemas com as redes socias

Saiba como tornar a relação à prova de redes sociais

As redes sociais são capazes de encurtar distâncias, promovendo o contato rápido e fácil entre as pessoas. Mas, dependendo da forma como são usadas, também favorecem o acontecimento de atritos e prejudicam os relacionamentos, principalmente os amorosos, afastando os casais.

É o que diz a pesquisa “The Impact of Twitter Use on Relationship Infidelity and Divorce ” (“O Impacto do Uso do Twitter na Infidelidade e no Divórcio”, em tradução livre do inglês), realizada por Russel Clayton, da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, em 2014. Durante o estudo, Clayton entrevistou 581 usuários do microblog e constatou que os que o acessavam com maior frequência enfrentavam mais problemas com seus companheiros.

Segundo os especialistas ouvidos por UOL Comportamento, a afirmação não precisa ser tomada como regra. Estabelecendo alguns combinados desde o início do romance e sendo franco com o par, pode-se manter o relacionamento imune aos problemas ocasionados pela utilização frequente das redes.

Conheça cinco estratégias para proteger a relação.

1- Estabeleça acordos

Melhor do que lidar com problemas é conversar abertamente com o par e estabelecer combinados sobre o uso das redes sociais.

“O diálogo é a melhor forma de encontrar estratégias para a manutenção da qualidade da relação amorosa”, afirma a psicóloga Michele Terres Trindade, membro do Núcleo de Estudos em Casais e Famílias do Programa de Pós-Graduaçãoem Psicologia Clínicada Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), no Rio Grande do Sul.

Porém, é importante manter o espaço para negociações sempre aberto, afinal, alguns tratos nem sempre funcionam e precisam ser aprimorados.

2 – Não ignore os sentimentos do par

Depois de conversar com o par, tomar conhecimento de tudo o que o incomoda e de estabelecer os acordos de uso das redes sociais, é fundamental cumpri-los e ficar atento aos pequenos gestos despretensiosos que podem gerar atrito, como aceitar algum desconhecido como amigo ou comentar a publicação de uma pessoa de quem o parceiro não gosta.

É igualmente válido analisar a forma como tem usado as redes sociais e tomar cuidado com o que publica. “Usar o perfil para fazer ciúme e provocar o companheiro é puro desrespeito”, fala a psicóloga Belinda Mandelbaum, coordenadora do Laboratório de Estudos da Família da USP (Universidade de São Paulo).

Indiretas, cobranças, críticas e demonstrações excessivas de afeto não são bem-vindas. “As redes sociais não são locais apropriados para expor a intimidade do casal”, declara a psicóloga clínica Karla Haack.

3 – Seja honesto se algo não agradar

Se mesmo depois do papo franco, você vir algo de que não goste no perfil do parceiro, não espere ele adivinhar o motivo do descontentamento. Seja honesto e aponte o que causou o incômodo.

O único cuidado é que o bate-papo seja presencial. “Usar as redes sociais para resolver conflitos gera novos mal-entendidos, já que algumas mensagens poderão ser distorcidas”, fala a psicóloga Karla.

4 – Pense antes de reclamar

Para evitar conflitos desnecessários, não exagere nas reações. Um “curtir” não significa que o par esteja interessado em outra pessoa.

“Entenda que o parceiro tem uma vida social independentemente da relação amorosa e que isso é saudável”, afirma Karla Haack.

A orientação da especialista é não se deixar levar pelo impulso e partir para uma discussão. Nesse ponto, quanto mais claras forem as combinações do uso das redes sociais para o casal, maior será a probabilidade de existir confiança entre os dois e de a relação seguir saudável e tranquila.

“Aquele que se sente enciumado diante das ‘curtidas’ e conversas do parceiro com os amigos pode procurar ajuda profissional para aprender a lidar com a questão”, diz Michele.

5 – Use com moderação

Deixar o parceiro em segundo plano enquanto atualiza freneticamente a “timeline” dos perfis nas redes sociais não é saudável para a relação. “Por mais que as redes não envolvam outros relacionamentos amorosos, podem fazer com que a pessoa se distancie do par, sem nem se dar conta”, afirma Belinda, da USP.

Por fim, é importante não se tornar um “stalker” (assediador, em inglês) do parceiro nas redes, pois a vigilância constante pode fazer com que ele sinta-se invadido. “Respeitar o espaço do par é imprescindível para manter um relacionamento sadio”, diz Karla.

As redes sociais são mesmo o problema?

Se um casal enfrenta problemas com as redes sociais, é interessante que verifique se não existem outras questões subjacentes dificultando a relação.

Um bom teste é desativar os perfis. Caso os conflitos persistam após a medida, é provável que a rede tenha apenas desencadeado as brigas. Nesse caso, de acordo com a psicóloga Karla Haack, excluir o perfil da rede social não elimina a desconfiança, a insegurança ou as dúvidas em relação à fidelidade do parceiro.

 

Ai vão doze dicas.

Imagem 1/12: Os casais têm acordos –explicitamente combinados ou implícitos– que regem a relação. No entanto, algumas circunstâncias do dia a dia podem colocar o relacionamento à prova sob o peso da palavra “traição”, mas não deveriam. Veja, a seguir, dez situações que não deveriam ser levadas tão a sério. Por Heloísa Noronha, do UOL, em São Paulo . 

Imagem 2/12: FLERTAR COM OUTRA PESSOA EM UMA FESTA: se a situação se limita somente à troca de olhares, sem nenhuma real intenção de ter qualquer tipo de envolvimento com a pessoa, qual é o problema? Trata-se de uma paquera inocente, que não só eleva a autoestima de quem pratica como serve como combustível para impulsionar a libido do casal, principalmente para aqueles que estão em uma relação longa. Pode ser encarada como uma brincadeira, sem nenhuma consequência, que ajuda quem é mais reprimido a tomar uma atitude mais ousada e divertida com o par . 

Imagem 3/12: VER PORNOGRAFIA: hoje, com a profusão de imagens, filmes e vídeos eróticos disponíveis na internet, todo mundo pode consumir pornografia facilmente. E esse fato jamais deveria ser considerado uma traição, principalmente se não provocar desinteresse ou afastamento entre o casal. Não há contato físico com os atores das produções e, na maior parte das vezes, trata-se de curiosidade, mesmo. Além disso, o material pode servir de incentivo para o casal conversar mais abertamente sobre sexo e colocar em prática suas fantasias. 

Imagem 4/12: IR A HAPPY HOURS SEM O PAR: é o tipo de programa que costuma ser visto com implicância por parceiros controladores e inseguros, que veem qualquer situação da qual não participam como uma ameaça. As possíveis tentações, no entanto, são mais frequentes na cabeça do ciumento do que na realidade. E há, ainda, uma sugestão implícita, bastante difundida por nossa cultura e pela Igreja Católica, que as duas partes de um casal devem se tornar um só. Perder a individualidade em prol da relação parece romântico. Mas, na prática, podar o par e afastá-lo de pessoas e atividades dos quais a pessoa gosta pode, pouco a pouco, sufocar e acabar com o romance. Viver situações sociais fora do vínculo afetivo é saudável e estimulante para os dois . 

Imagem 5/12: MANTER CONTATO COM “EX”: se houver filhos, por exemplo, haverá a necessidade constante de contato, e aceitar o isso é uma obrigação. E o fato de ser avisado sobre a comunicação com o antigo par (com ou sem filhos) deveria ser encarado como um voto de confiança, como uma prova de que não há nada a ser escondido entre o casal. Um ex-casal pode manter uma amizade, sim. Obviamente, as intenções dos envolvidos devem ser consideradas, pois qualquer situação que possa desestabilizar a relação deve ser discutida e avaliada pelo casal . 

 

Imagem 6/12: CURTIR FOTOS E FAZER ELOGIOS NAS REDES SOCIAIS: estamos vivendo em uma sociedade com estímulos visuais, vindos de todos os cantos. É natural que uma ou outra imagem em uma rede social chame a nossa atenção. Curtir e fazer um elogio, para muita gente, é algo que faz parte de seu estilo de sociabilização virtual. Se não houver uma segunda intenção nos comentários e se essa atitude é comum com várias pessoas, não há necessidade de se preocupar . 

Imagem 7/12: OLHAR PARA ALGUÉM NA RUA: para muitos, olhar para uma pessoa atraente é algo automático, mecânico e sem nenhuma intenção. Acusar uma pessoa de infidelidade ou de ter vontade de trair apenas por ter olhado alguém na rua é uma atitude infantil e exagerada. Se o par tem um histórico de infidelidade e atitudes desrespeitosas, mais importante do que brigar é repensar a relação e se perguntar se vale a pena mantê-la. 

Imagem 8/12: O PAR TER UM(A) AMIGO(A) QUE VOCÊ CONSIDERA UM(A) CONCORRENTE: muitas amizades nasceram antes de relacionamentos amorosos e, embora seja muito difícil de aceitar para alguns, são fortes, duradouras, afetuosas e bastante íntimas. Nem por isso, no entanto, indicam que vão se transformar em um romance. É preciso aceitar que existem fatos da vida do amigo que o par não vai contar para você, por respeito e lealdade a ele (ou ela). Aceite que, certamente, seu par não lhe conta tudo o que pensa e sente, pois algumas coisas são divididas apenas com amigos. E você deve fazer o mesmo com os seus, certo?  

Imagem 9/12: USAR BRINQUEDOS ERÓTICOS A SÓS: a sexualidade de qualquer pessoa não se restringe aos momentos divididos com o parceiro. A masturbação, com ou sem apetrechos sexuais, é um exercício saudável e importante de autoconhecimento que não substitui a relação sexual com o par. Além disso, pessoas que se dispõem a conhecer o próprio corpo, em geral, são melhores na cama, pois sabem quais são seus desejos e tendem a querer desvendar os alheios .

 

Imagem 10/12: FAZER GRACINHAS COM COLEGAS DE TRABALHO: as pessoas passam a maior parte do seu tempo no trabalho. Então, nada mais natural que amizades se desenvolvam, algumas com uma dose extra de intimidade do que outras. Piadas, gracejos e brincadeiras, alguns maliciosos ou de duplo sentido, não significam necessariamente desrespeito ao par ou são sinal de uma intenção sexual

 

Fonte: bol.com.br  /Orlando/UOL

 

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